quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A dream came true


Um sonho se realizou, de fato. Estar na Inglaterra é algo que há quase duas décadas eu tenho desejado. Só Deus sabe o quanto isso é importante para mim. Costumo dizer que minha primeira paixão por Londres foi quando vi Peter Pan, da Disney, pela primeira vez. A imagem da Tower Bridge, do Big Ben e das crianças voando pelo céu da capital inglesa povoou completamente meu imaginário.


Não me lembro ao certo quanto descobri que aquela cidade mostrada no desenho infantil era real, mas quando li As Crônicas de Nárnia alguns anos depois já soube identificar que a mencionada nos livros era a mesma da animação. C. S. Lewis, autor d’As Crônicas, nascera na Irlanda do Norte, em Belfast, morara na Inglaterra e lecionara nesse país na Universidade de Oxford e Cambridge. Logo ele se tornou meu autor favorito e decidi que precisava conhecer o lugar de onde ele era.*

Depois dele, veio J. R. R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis e outras obras. Tolkien é mais conhecido no Brasil pelo seu legendarium sobre a Terra-média, porém, de forma semelhante a Lewis, foi um renomado escritor e professor britânico. Sua terra natal é a África do Sul, mas viveu na Inglaterra desde a infância, foram tantos anos que podemos dizer que se tornara inglês.

Depois de Peter Pan, Lewis e Tolkien, vieram outros filmes, livros, escritores, atores, cantores e, mais recentemente, programas de TV como O Mundo Visto de Cima e Hora do Café, transmitidos pelo canal pago Mais Globosat, que mostram em alguns episódios um pouco sobre essa ilha da Europa. Tudo sobre a Inglaterra – e o Reino Unido como um todo - me encantava e eu sabia, no mais profundo de meu ser, que se havia um lugar do mundo que queria conhecer um dia era esse. Mais que isso: se fosse este o único lugar do mundo para qual eu pudesse ir fora do Brasil, era esse.

Nunca pensei em fazer turismo de uma ou duas semanas nas férias, visitar todos os pontos turísticos, tirar mil fotos e voltar à rotina em terra tupiniquins. Meu propósito, meu desejo desde sempre era vir aqui, conhecer o modo de vida daqui e ficar por aqui ao menos meio ano.

E, aos 27 anos, 10 meses e oito dias de vida finalmente eu pisei em solo inglês para ficar nove meses.  Deus sbe tudo o que faz, tudo acontece a seu tempo e é tudo perfeito. Sei que foi Ele que permitiu minha vinda e abençoará minha estada. Vim para passar mais que meio ano. Vim para passar aqui meu aniversário, Natal, Ano Novo, o aniversário de meus pais e irmãs.



É claro que quero conhecer lugares e fotografar, mas essa não é minha prioridade, nunca foi. Nesse diário de bordo, registrarei a vida de uma moradora, não turista, eu não sei ser isso. Sei apenas como ser eu mesma, fazendo coisas normais, vivendo o dia a dia em um país distante que será meu lar pelos próximos meses.

Dia 19 de agosto cheguei em Heathrow, um aeroporto de Londres que também conheci nos livros e queria muito conhecer pessoalmente. Infelizmente não foi possível explorar muito no dia da chegada, mas pode ser que no dia da partida eu consiga fazer um tour por lá.

Quando cheguei, andei por um enorme corredor cheio de curvas e escadas rolantes até chegar à Imigração para verificarem meu passaporte e visto. Aliás, a fila era imensa! Acho que a funcionária estava cansada de atender tanta gente que apenas carimbou meu passaporte sem fazer muitas perguntas.

Depois de liberada, andei por mais um corredor imenso para pegar minhas malas. Nessa brincadeira, já se passara mais de meia hora que eu tinha chegado e quando finalmente cheguei ao desembarque, onde executivos engravatados esperavam por seus funcionários ou sócios, parentes e amigos esperavam por seus entes queridos e várias plaquinhas com nomes escritos a mão podiam ser vistas, observei que meu amigo não estava lá. Para piorar, meu celular não funcionava e não conseguia me conectar ao Wi-Fi do aeroporto. Além disso, eu estava exausta depois de um voo de 12 horas e já não aguentava mais andar de um lado para o outro arrastando duas malas e com uma mochila de seis quilos nas costas.

Conclusão: acabei comprando um chip de celular no impulso. À essa altura, já fazia mais de uma hora e meia que estava no aeroporto apenas arrastando mala e precisava dar sinal de vida para o João Guilherme, que iria encontrar a mim e aos pais dele (que vieram em um voo um pouco mais tarde que o meu). Também precisava falar com meus pais, dizer que eu tinha chegado sã e salva.

O chip foi o melhor custo benefício no momento, mas eu sabia que o João usava outro chip e outro plano, com mais internet e mais barato. Paguei £30 em um chip da EE, para 13GB, 250 minutos em ligações e 500 SMS para uso dentro do Reino Unido, ligações e SMS ilimitados para a mesma operadora e £15 de crédito (que eu esgotei rapidinho tentando desnecessariamente fazer ligações internacionais). Assim que acabar minha internet (que tenho economizado bastante e mesmo assim só tenho 7GB sobrando, apenas 10 dias depois que cheguei, já que onde estou não tem Wi-Fi), trocarei de operadora para uma que me oferece 30GB por £25 ou internet ilimitada por apenas mais £10.
Enfim conectada, consegui falar com minha mãe e com meu amigo. Às 15h50, uma hora e 40 minutos depois que eu tinha chegado, consegui encontrar o João, que estava acompanhado do José, um amigo dele de Atibaia que também está aqui. E então começou nossas andanças por Londres até chegarmos no Frontier Centre, em Irthlingborough, às 22h. Mas isso é assunto para o próximo artigo.

Até a próxima! Prometo não demorar muito a atualizar.
Beijos. My.

*Irlanda do Norte e Inglaterra fazem parte da Grã-Bretanha, Reino Unido, assim como País de Gales e Escócia.

9 comentários:

  1. my que Deus te abençoe cada dia mais... bjs

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  2. Mi so posso te Diser qwe estou feliz por voçe e Que Deus te abençoe em cada Lugar qwe voçe for estar Li tudo o Que voçe escreveu foi cansativo ne mas agora esta tudo serto e so aproveitar beijos te amo saudades

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  3. Graças ao Senhor Jesus por cada minuto ai :)
    Ele está na direção de tudo!
    Aguardando a continuação hehe

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  4. Ansiosa pela próxima pastagem. Amei, bjs.

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  5. Sim,muito bom, aguardando o próximo ansiosa. Graças a Deus por todas as coisas.

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  6. Reino Unido, me fez lembrar do País de Gales, onde houve no passado, um grande avivamento espiritual (1904/1905). O jovem Evan Roberts foi o instrumento usado por Deus. Esse avivamento deu origem a outro realizado a partir de 1906 em Los Angeles, o chamado Movimento Pentecostal. É bom conhecermos a história dos Avivamentos.

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